Oferta e demanda de fertilizantes com ajuste inédito

Oferta e demanda de fertilizantes com ajuste inédito

A disponibilidade de fertilizantes no mundo vai cair como nunca em 2026, mais inclusive do que no período do estouro do conflito da Rússia e Ucrania em 2022. Quem indica isso é um levantamento da Rabo Research, braço de análise da Rabobank, que cruzou dados dos preços das comodities e dos insumos.  

Na régua elaborada pela instituição, em que a escala zero significa preços que aumentaram na mesma proporção das commodities, os fertilizantes nitrogenados são os que mais vão apresentar problema, com um índice negativo de 1,17, com previsão de produção de 110 milhões de toneladas para um consumo de 109 milhões.

"Os fosfatados têm previsão de produção de 32,2 milhões de T. para um consumo de 31, 2 milhões de T"

O único que apresenta uma folga maior da oferta em relação à demanda é o Potássio. 45 milhões de T. de produção para 42 milhões de T. de consumo.

Essa justa relação da demanda versus produção tem relação dieta com o custo dos adubos minerais, que tiveram um aumento médio de 40% após o início da ofensiva americana-israelense no Irã.  Confirmada a previsão a consequência será a queda também na produtividade de alimentos no mundo e preços maiores. É um ciclo, que muitos perdem e alguns ganham.

Em 2025 o Brasil registrou recorde de importação com 44,96 milhões de toneladas, sendo a maior parte da Rússia, que com a redução da oferta do Oriente Médio, deverá aumentar a sua exportação para outras regiões. O Brasil importa 80% dos adubos que aplica.

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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo

Comentario 17/4/2026