CMPC contrata o escritório Lamachia Advogados para destravar licenciamentos
O começo das operações da CMPC, que está erguendo uma fábrica de celulose em Barra do Ribeiro (RS), continua sem previsão por conta da intervenção do Ministério Público Federal (MPF), que no início de março recomendou ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) a suspensão imediata do licenciamento ambiental, até que as comunidades indígenas locais sejam ouvidas, através de “Consulta Livre, Prévia e Informada”.
O Projeto Natureza é o maior investimento privado da história em solo gaúcho, com o seu aporte chegando a R$ 27 bilhões. Em funcionamento, a expectativa é de um salto de desenvolvimento regional que beneficiará os municípios da Costa Doce do Rio Grande do Sul e a cadeia florestal. Sua interrupção tem gerado inquietação tanto nas lideranças da região quanto na diretoria da empresa, de origem chilena.
Em busca do destravamento do projeto, a CPMC fechou essa semana um contrato de serviços com o escritório Lamachia Advogados. Tradicional no Rio Grande do Sul, com mais de 100 anos de atuação, e uma das mais respeitadas na esfera jurídica nacional, a banca possui um time referência de advogados especialistas em diversas áreas, entre as quais o direito empresarial.

Procurados para entrevistas pelo Conexão Rural RS Claudio (foto) e Leonardo Lamachia, os irmãos que comandam o escritório, assim como o diretor geral da CMPC Brasil, Antônio Lacerda, preferiram aguardar os desdobramentos do processo de liberação do licenciamento, a partir de uma ação estratégica montada pelo escritório, para se manifestar publicamente.
