A pisada na bola de Flávio é pênalti para Lula, mas não é gol
Foi seguido de muito barulho no meio político e na imprensa, frenesi da situação e movimentação no mercado é que repercutiu a divulgação dos áudios vazados pelo Intercept Brasil das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Principal nome até aqui na corrida para destronar Lula, Flávio pisou na bola. Político receber dinheiro de empresário não é nada republicano, quando ele quer ser presidente da República e o seu interlocutor ser preso no dia seguinte é pior.
No diálogo, Irmão pra cá, irmão pra lá e Flávio promete parceria eterna a Vorcaro. E aí está o grave disso tudo: para salvar o filme sobre o pai, Flávio oferecia deu a Vorcaro perspectivas futuras.

Por outro lado, esse fato não é de um todo positivo para Lula e e associados. A queda dos negócios na bolsa de valores e a subida do dólar indicam claramente que o mercado sonha com um 2027 sem o PT no poder. A decepção do mercado é a rejeição ao modelo equivocado de gestão econômica do atual governo.
Mas quem deve estar comemorando o vazamento das conversas de Flávio com o banqueiro são os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, beneficiários diretos das bondades de Vorcaro. Mas suas relações com Vorcaro são tão ou mais graves e os brasileiros esperam que essa conta chegue aos senhores do Supremo. Assim como para o presidente do PP, Ciro Nogueira, que defendia os interesses de Vorcaro no Legislativo.
Que os comprados por Vorcaro não merecem respeito isso é certo. Se serão punidos são outros quinhentos. Quem erra conta com o esquecimento geral e com o sistema de auto-proteção de Brasília
As mensagens de Flávio não têm o poder de derrubar a sua candidatura, mas ele se fragiliza. Essa é a notícia boa para Lula e para o PT. A ruim é que com áudios vazados ou não a rejeição ao governo continua e é alta demais para quem quer se reeleger. E Flávio não é o único nome da Oposição.
