Com projeção de processar 2,6 milhões de T. de soja, Soli3 têm LI autorizada
Está previsto para o primeiro dia de julho o início das obras da indústria de biodiesel Soli3, fruto de inédita parceria entre as cooperativas Cotrijal, de Não-Me-Toque, Cotripal, de Panambi e Cotrisal (Sarandi).
A data foi anunciada na última quinta-feira (18) na entrega da Licença de Instalação da indústria, que vai processar soja para produção de biodiesel, em Cruz Alta. Pelo peso do projeto, a entrega do documento da Fepam teve ares de solenidade, sendo feita no Palácio Piratini pelo governador Eduardo Leite.
O investimento da Soli3 é de R$ 1,2 bilhão numa construção de 75 mil metros quadrados dentro duma área de 138 hectares. As obras empregarão mil trabalhadores e quando começar a operar serão admitidos 150 colaboradores diretos.
"No complexo, com armazenagem de 160 mil Toneladas de grãos, serão produzidos óleo degomado, biodiesel, farelo de soja e casca peletizada. Operando, a projeção de faturamento é de R$ 2,5 bilhões/ano"
Essas operações estão separadas por etapas: Na primeira, a Soli3 processará, numa estrutura de alto nível tecnológico, denominada “gêmeo digital”, soja para produção de 200 mil T./ano de biocombustível. Na segunda fase, está previsto o processamento de 2,6 milhões T. de soja, fechado uma produção de 500 mil toneladas de combustível renovável/ano.
São muitos os significados dessa iniciativa. A começar a força de três cooperativas que juntas possuem 35 mil associados de 100 municípios. Outra é essa janela de escoamento que se abre para soja, não somente a produzida pelos associados, mas a gaúcha, que será processada onde é produzida. E isso tem a ver com custo menor de transporte, menos dependência das compras chinesas e melhor liquidez para os produtores.
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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo
