Uma direita dividida contra um adversário vulnerável

Uma direita dividida contra um adversário vulnerável

Outubro se aproxima e ao contrário das últimas duas edições eleitorais a direita nacional está titubeante.  Se Jair Bolsonaro (PL) dividia taco a taco com Lula o favoritismo na campanha de 2022, julho de 2026 se encerrará com o seu filho Flávio em linha descendente nos levantamentos dos institutos. 

Com o ex-presidente cancelado pela Justiça e com o quadro do senador Flávio se derretendo após brigar com a madrasta e mentir sobre o banqueiro os pelotões anti-Lula entram no período de convenções divididos entre continuar acreditando na magia bolsonarista ou apostar em outro nome.

Bom gestor, mas...

A direita tem mais opções, mas não tem unidade. Além do 01, os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) se apresentam como mais preparados. A favor de Zema, uma gestão firme de um Estado grande e complexo, mas ele é ainda desconhecido no varejo e suas posições e reações afastam aliados.   

Distância calculada

Já o experiente Caiado sabe o peso que os votos de Bolsonaro ainda têm na balança e o seu caminho até aqui tem sido caminhar na estreita corda em que hora bate e na outra assopra a casta e os seus métodos.

Bandidagem

Caiado fala direto com a população, entende de gestão e sabe do alcance da máxima "Ou o bandido muda de profissão, ou muda de Goiás" – principalmente nos centros urbanos.

Psol da Direita

 Renan Santos (Missão) é o outro nome da direita que pontua nas pesquisas, mas tem teto limitado de votos em relação aos demais em função da inexperiência e da forma extrema como depende suas posições. Politicamente, é o Psol da direita: faz muito barulho, mas não chega a lugar nenhum.   

Cenários distintos

O presidente Lula disputará uma eleição de primeiro turno contra um exército adversário fragmentado, mas é consciente que no segundo turno tudo pode ser diferente, com a turma unida e reorganizada, independentemente do nome que subir.

Outros tempos

O populário Lula e o PT também sabem que sob uma rejeição de 50% qualquer governo possui sérias dificuldades em se manter pelas urnas. Em julho de 2006, antes de se reeleger, Lula tinha 31% de rejeição, já Dilma, na mesma época de 2014, tinha 35%.

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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo