Preços do arroz reagem, mas é preciso fazer mais do que torcer
Agosto começou com o preço do arroz em casca rompendo a casa dos R$ 70,00 após meses abaixo disso, inclusive baixando à dezena dos R$ 50,00. A combinação dum maior volume de exportações com a necessidade de reposição da indústria, os leilões do governo federal e a retenção do cereal pelos produtores na espera do melhor preço definiu essa retomada de valorização. O índice Cepea-Irga aponta uma variação positiva em julho 14% e nesses primeiros dias de agosto de 3%.
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A recuperação dos preços deve ser saudada, afinal foram 11 longos meses de preços ruins, mas é importante destacar que os R$ 70,00 estão abaixo do custo de produção, que deverá ainda sofrer mais variações até a largada da safra, passando tranquilamente do limite dos R$ 80,00 dependendo da região produtora.
O ano passado e esse de 2026 têm sido difíceis para os produtores de arroz, que torcem para a essa crise ir embora e não voltar.
"Porém, não basta apenas torcer, é preciso agir com estratégia para manter o equilíbrio do mercado e isso passa obrigatoriamente por redução de plantio ainda maior"
Não é de agora que a Federarroz, Farsul e o Irga vêm batendo na tecla da necessidade baixar a oferta. É verdade que a área plantada 2025-2026 teve uma queda de 78 mil hectares dos 970 mil hectares da safra anterior, mas a realidade mostrou que é preciso mais.
A crise desse ano traz lições, que devem ser incorporadas na hora de planejar o próximo plantio. Ao contrário, o cenário futuro já é conhecido.
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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo
