Nós e a urna com nossas frustrações e esperanças

Nós e a urna com nossas frustrações e esperanças

A esquerda com o seu único nome competitivo, a direita com o candidato que não era a sua primeira opção e mais uma vez uma eleição presidencial brasileira chega ao seu clímax sob o antagonismo de dois mundos.

Uma campanha de conteúdo raso, com os batalhões competindo sobre qual produziria a pior acusação. No auge da guerra, em que até a compaixão religiosa entrou em campo, sangrou a baixaria.

A eleição de 2026 também será lembrada como aquela em que os tribunais viraram comitês eleitorais com os seus juízes revelando-se ardorosos cabos políticos. Togas foram rasgadas e a vergonha perdeu para a conveniência.

Mas e depois de tanta guerra, o que será desse Brasil? O que vai mudar de fato nas nossas vidas a partir de janeiro de 2027? É sobre quem tem mais capacidade de influenciar positivamente nessa transformação é a resposta que devemos dar em forma de digitação.  

No Rio Grande do Sul a engenharia política tentou promover o voto casado para senadores da mesma ideologia em grotescas peças publicitárias que imbecilizavam o eleitor. Não vai funcionar porque isso cheira a corporativismo de uma classe política que se profissionalizou descolada das expectativas e das reais aspirações coletivas. Cada um vota em que bem entender. Essa é a regra. 

Esse é apenas um dos tantos exemplos das bizarrices dessa campanha, mas também, esperar o quê de candidatos à Presidência da República ou aos palácios estaduais de governo que se negaram a participar dos tradicionais debates com medo de serem confrontados?  

"Mas em meio ao pântano de contradições, posturas vulgares, omissões e mentiras existem ainda representantes da classe que procuram cumprir os seus compromissos com seriedade, ética e respeito"

E é confiando nesses raros comprometidos, apostando em outros e rejeitando os traidores da confiança é que estaremos na cabine de votação, nesse domingo. Nós, nossas frustrações, nossas consciências e nossas esperanças.

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A coluna diária de Alex Soares é reproduzida também em áudio para os programas Primeira Hora e Redação Acústica (Rádio Acústica FM), Bom Dia Cidade e Boa Tarde Cidade (Rádio Tchê São Gabriel) e Jornal da Manhã (Tchê Alegrete). Ouça abaixo