Os malandros estão sendo expulsos - inclusive os do ABC

Os malandros estão sendo expulsos - inclusive os do ABC

Será a rejeição que vai definir quem sentará na cadeira de Presidente do Brasil a partir de janeiro de 2027. Quem conseguir convencer essa faixa ainda titubeante de eleitores de que o outro lado é pior termina na frente. Esse foi justamente o mote das campanhas, com Flávio e Lula num esculacho mútuo e permanente.  

E foi no modo tiro, porrada e bomba que se desenrolou o primeiro debate entre os dois, na noite desse domingo (18), na Rede Bandeirantes. Foram quase duas horas de acusações, ironias, devaneios e também humor, porque afinal, ninguém é de ferro. Não deverá ser diferente no debate da Rede Globo, na próxima sexta-feira (23).  

Pessoalmente, tenho a convicção de que essa eleição já foi definida em primeiro turno, já que é difícil demais Lula reverter uma diferença de 2,2 milhões de vantagem de Flávio Bolsonaro. Além disso, o atual presidente teria também que sequestrar a maioria dos 11,7 milhões de eleitores de Cury, Caiado, Renan e Zema, cujas orientações são essencialmente anti-petistas.  

Além da matemática a favor de Flávio, a percepção é de que se chegou a um esgotamento do modelo de gestão petista. O governo Lula 3 não funcionou e a economia mostra isso - a macro e a familiar.

O PT e as suas lideranças cansaram e se tornaram cansativos, com os seus discursos mofados e os seus métodos manjados.

"A esquerda  sabe que um duro novo ciclo virá sem Lula e não tem ninguém no banco de reservas para pôr em campo no seu lugar"   

Num dos seus acessos de ira, no debate deste domingo, Lula associou Flávio, o seu pai e os seus irmãos à malandragem carioca.  De malandragem Lula entende bem, já que há décadas lidera o gênero no ABC. Mas generalizações sempre são complicadas e associar os fluminenses à bagabundagem é tão condenável quanto ligar os moradores do ABC paulista à patifaria petista, parida nos sindicatos da região.

E foi do ABC, com seus 2,1 milhão de eleitores de sete municípios, é que veio uma das maiores decepções lulistas no primeiro turno. A sua vantagem de 120,8 mil votos obtida na eleição de 2022 minguou para 14 mil em 2026, com Flávio vencendo em paróquias tradicionais do petismo como Santo André e São Caetano.  

No Rio os nativos impediram Eduardo Paes (PSD), parceiro de Lula, de se tornar governador. Em São Paulo, elegeram com mais de 62% Tarcísio de Freitas (REP).  

Os malandros estão sendo rejeitados. Lula é o próximo.  

 

 

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