Uma herança eleitoral cara

Uma herança eleitoral cara

Que legislação eleitoral é essa que permite que um dos candidatos abuse do cargo e do orçamento público para ganhar uma eleição?

Tão vergonhosa quanto a malandragem de Lula e dos seus aliados é a passividade dos organismos que deveriam zelar pelo equilíbrio da disputa e pelo uso controlado dos recursos. Lula e seus associados deitaram e rolaram no primeiro e segundo turnos dessa campanha sem que a Justiça Eleitoral, Ministério Público Federal ou Tribunal de Contas da União reagissem minimamente para arrefecer o ímpeto da irresponsabilidade.

De que adianta apenas proibir a participação do candidato em inaugurações, dele fazer doações ou pagar emendas parlamentares se lhe é permitido, com malandros canetaços, pagar adiantado e com aumento o bolsa-família; perdoar as dívidas dos pequenos empresários a eles prometer pix de R$ 5 mil; renunciar receitas com o fim da taxa das blusinhas; e anunciar dispositivos emagrecedoras pelo SUS?

"A conta até aqui? R$ 354 bilhões, dinheiro que o próprio governo admite não ter para pagar"  

Onde está a racionalidade em permitir que um governo rejeitado e desesperado em se manter no poder faça essas extravagâncias sem ser freado?  Não é novidade que o atual presidente e o seu grupo de inconsequentes sempre buscaram estar acima das regras republicanas, da ética política e pública e do respeito à dignidade coletiva, mas nessa eleição passam de todos os limites que a cara de pau permite.

E isso não tem nada de engraçado, ao contrário, é nojento mesmo.

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Comentário Alex Soares 21 de outubro de 2026