CMPC: licença emitida após uma espera desnecessária causada por um procurador
Eis uma boa notícia: enfim será liberada a licença prévia do projeto da fábrica de celulose da CPMC em Barra do Ribeiro. O documento a ser emitido Fundação Estadual de Proteção Ambiental, a Fepam, será expedido após apontamento da Funai, de diz não haver necessidade de novas consultas juntos à demais aldeias indígenas, já que os estudos de impactos realizados são suficientes.
Denominado de “Natureza”, o projeto tem um aporte anunciado de R$ 27 bilhões pela empresa Chilena, que chegou a repensá-lo após o Ministério Público Federal ajuizar Ação Civil Pública exigindo novas consultas às comunidades indígenas, quilombolas e pescadores.

Esse projeto da CPMC, que já opera em solo gaúcho com sua outra unidade em Guaíba, é o maior investimento privado já feito no Estado. Quando estiver operando numa área de 10 mil hectares, na Fazenda Barba Negra, a indústria produzirá 2,7 milhões de toneladas de celulose por ano, gerando 5 mil empregos diretos, sendo que nessa fase de construção serão 12 mil vagas abertas.
"A CMPC também instalará um terminal portuário em Rio Grande, com dois berços para navios, dois para barcaças e um armazém com capacidade de 194 mil toneladas de celulose para exportação"
"Essa liberação pela Fepam, que deve ser emitida entre esta quinta e sexta-feira, vem após um desnecessário desgaste, causado por absoluto preciosismo do procurador da República Ricardo Gralha Massia, que alegou na ação a ultrapassada cantilena do alto consumo d’água pelos eucaliptos"
Não levou em conta ou fez que não viu a contrapartida proposta pela companhia, que prevê a concessão de 100 mil hectares para conservação, a entrega de uma fábrica com uso sustentável de água e manejo geral ambiental e florestal de alto padrão. O servidor também foi indiferente com a transformação econômica e social que um empreendimento desse porte causa numa região e nas suas comunidades.
